Enriqueça Dormindo capítulo 01 - Plano “E”. E porque você precisa de um

Juracy Braga Soares Junior
Publicado em: seg, 07/09/2020 - 09:42

“Todos têm um plano... Até levarem um soco na boca” Mike Tyson

A frase que antecede este capítulo se aplica muito bem à primeira parte de minha vida, à qual faço questão de mencionar aqui, logo no início desse meu primeiro livro.

Essa frase foi proferida pelo boxeador americano Mike Tyson, logo após ter sido “alertado” por um repórter que o entrevistava, de que seu próximo oponente teria um “plano” para nocauteá-lo. Tyson era – quando dessa entrevista - uma verdadeira máquina de triturar adversários, levando-os à lona, muitas vezes, ainda no primeiro round da luta. 

Por mais serena ou “segura” que seja sua atual situação profissional, é extremamente recomendável que você elabore um plano paralelo. Vamos falar disso a partir de agora. 

Sou filho de dois cearenses que residiam – originalmente em Fortaleza, capital do estado do Ceará, no Nordeste brasileiro. Contudo, pelo fato de meu pai ter sido ido trabalhar em Recife, e levado minha mãe logo após o casamento, nascemos, eu e meu único irmão, naquela capital do estado pernambucano, na mesma região do país. Meu pai era funcionário público da SUDENE – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.

Ele era o provedor da família. Trabalhava muito para pagar todas as contas e administrava todas as despesas de colégio, alimentação, moradia, viagens, lazer e tudo o mais que fosse necessário. Economizava mensalmente e já havia comprado outro imóvel, além do que já havia adquirido para morarmos. O objetivo era gerar uma renda extra de aluguel para a família. Essa atitude de meu pai foi a primeira lição de geração de renda passiva, que é um dos temas centrais deste livro e que abordaremos durante toda essa nossa conversa.

Como Engenheiro Agrônomo, meu pai desenvolvia pesquisas e implantação de agricultura irrigada para o nordeste do país, por meio daquele órgão público. E nessa atividade, passava a maior parte do mês viajando para as cidades do interior em que tais projetos estavam sendo instalados. Com isso, a maior parte do que recebia de remuneração vinha – não de seu salário – mas de verbas adicionais, como diárias, ajudas de custo de viagens etc.

A história de nossa nova família era um “eterno” conto de fadas, pelo menos para mim. Tudo perfeito. Eu e meu irmão estudávamos, brincávamos e íamos à praia praticamente todos os dias da semana, já que morávamos a duas quadras da praia de Boa Viagem.

A minha mãe, até então, era “do lar”. Ou seja, vivia para cuidar dos filhos, lavar, passar, cozinhar, e fazia pequenas compras de mantimentos para a semana, com o dinheiro que meu pai deixava para cobrir esses pequenos gastos. Minha mãe seguia um “modelo” muito comum para as moças da década de 1960 e 1970. Elas eram educadas para serem “donas de casa” ou “mães de família”.

E tudo corria muito bem, perfeitamente encaixado naquele modelo de filme em que o pai era o provedor, a mãe era a dona de casa e os filhos estudavam e brincavam. Correu tudo perfeitamente bem até que...

Numa tarde de domingo, em 26 de agosto de 1973, meu pai foi, como de costume, assistir a um jogo de futebol. Saiu dirigindo seu carro e jamais voltou para casa. Meu pai faleceu em um acidente automobilístico.

A partir daquele fatídico dia, tudo mudou radicalmente para a minha família. Você pode tentar se colocar no lugar de uma mãe de dois filhos, que – numa tarde de domingo - recebe a notícia que seu marido falecera?

Minha mãe – então com 31 anos - tinha zero de experiência profissional. Jamais havia preenchido sequer um cheque. Sua formação “acadêmica” resumia-se – à época – ao “Curso Normal”, que é uma qualificação em nível médio que prepara professores para atuar na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental.

Imagine como foi difícil resolver todas as demandas que surgiram ali, de um minuto para o outro, relacionadas às mais diversas formas de burocracia, acompanhadas de muita dor, sofrimento e angústia. Desde as providências mais urgentes como o enterro até as mais complexas, como seguro, pensão, acesso às contas bancárias etc.

Eu tinha apenas seis anos, mas foi a partir dali que a vida passou a me dar as mais fortes lições que eu fui obrigado a absorver. Ao perceber minha mãe sem a menor condição de prover nosso sustento por conta própria, fui me dando conta de algumas das certezas que moldariam minha atitude dali para a frente em relação ao estudo e trabalho.

Foi, na prática, o primeiro “soco na boca” que a vida me deu. A partir daí, comecei a entender que a mudança é a única coisa certa em nossas vidas e que um “conto de fadas” pode evaporar em segundos. Mas foi também esse episódio que acabou me apresentando a primeira situação crítica de adversidade. Olhando para trás, percebo que foi um marco que ajudou a moldar o homem no qual haveria de me transformar.

Como eu disse no início, os rendimentos que meu pai recebia eram formados pelo salário (em menor parcela) mais as verbas variáveis (maior parte de seu contracheque) que eram percebidas a partir dos projetos e consequentes viagens a trabalho que fazia. Com seu falecimento, o valor que minha mãe passou a perceber, a título de pensão, era uma fração da renda familiar anterior, agora formada unicamente pelo equivalente ao salário de meu falecido pai.

A redução dos rendimentos não ficou só nessa conta. O inquilino que tínhamos no outro apartamento que estava alugado, simplesmente parou de pagar o aluguel após o falecimento de meu pai. E como a legislação à época era outra, somada à falta de experiência de minha mãe em tudo, levamos quase vinte anos para retomar o apartamento e conseguir vendê-lo em seguida, semidestruído pela absoluta falta de conservação do morador.

Minha mãe precisou transformar o quarto de serviço (dependência de empregada) que tínhamos no apartamento em uma oficina de costura. Passou a costurar vestidos de festa e eventualmente também fazia bolos sob encomenda para complementar a renda familiar.

A partir dos meus sete anos até os dezessete, quando finalmente pude trabalhar após ser aprovado em meu primeiro vestibular, tivemos eu e meu irmão uma única calça, sapato e camisa, cada. Quando estavam gastos, minha mãe fazia um “crediário” e comprava outro.

A renda familiar dava para pagar as contas essenciais, incluindo as nossas mensalidades do colégio, e só. Não tínhamos luxo. Por esse tempo nunca tivemos uma única festa de aniversário. O dinheiro era contado do dia primeiro até o final do mês.

Faço um registro para dizer que isso nunca foi, para mim, motivo de desonra, vergonha ou revolta. Pelo contrário! Como eu já tinha atingido um certo nível de amadurecimento (na marra) além da minha idade, tinha absoluta convicção de que essa era uma das etapas que a vida nos tinha imposto e a única maneira de mudar, para melhor, aquele cenário, era pela via do estudo, capacitação e trabalho. E para isso eu teria que fazer (bem-feito) o meu dever de casa!

E eu sempre vi (e vejo) em minha mãe a figura de uma batalhadora. Eu entendia a situação e sabia que tinha que fazer a minha parte. E para além disso, orgulhava-me em acompanhar sua resiliência, batalhando com as armas que tinha para manter nossa dignidade e prover as necessidades básicas de nossa família.

No dia a dia, o relacionamento meu e de meu irmão com os diversos colegas (no prédio e na escola) apresentava uma série de situações inusitadas. Como morávamos e estudávamos em um ambiente de classe média, e àquela altura não estávamos mais naquele padrão de renda, invariavelmente surgiam, da parte de muitos colegas de infância e adolescência a seguinte pergunta: “vem cá, você só tem essa roupa”? A resposta era invariavelmente esta: “Sim! Só tenho esta”.

Mas, como eu disse acima: aquilo para mim não era motivo de vergonha ou desonra. Possuíamos aquilo que o dinheiro que minha mãe ganhava da pensão que meu pai deixou, mais o que ganhava vendendo bolos e vestidos. E isso para mim sempre foi motivo de orgulho e altivez.

Com o passar dos anos pude perceber o quanto minha mãe tinha que se esforçar para dar conta de todas as despesas da casa e ainda assim nos manter em um bom colégio. Todos os anos – em dezembro – minha mãe comprava latas de tinta, pincéis e rolos de pintura. E íamos nós três pintar completamente o apartamento. Era uma festa. Fazíamos com muito gosto e orgulho. E a ação nos incutia a noção de valor.

A Educação foi o maior presente que pudemos receber. Ter tido a oportunidade de frequentar bons colégios e valorizar aquele presente foi, sem dúvida alguma, uma porta para tudo o que veio em minha vida dali para frente.

Minha mãe sempre repetia à exaustão que deveríamos estudar se quiséssemos ter um futuro melhor. Ela repetia que, para que pudéssemos usufruir de mais conforto, e principalmente poder proporcionar à nossa futura família o mesmo, seria necessário que estudássemos. Em sua forma de ver, a única resposta que ela visualizava para nos motivar era essa.

Aproximadamente a partir dos treze anos, minha cabeça fervilhava com ideias para ganhar dinheiro. Cheguei a cogitar, em algumas vezes, abandonar os estudos para iniciar atividades empreendedoras. Mas minha mãe sempre colocou como condição que eu somente poderia começar a trabalhar após minha aprovação no vestibular. Ela tinha receio que se eu começasse a trabalhar, abandonaria os estudos e ficaria com o futuro comprometido.

Uma coisa ficou clara em minha mente a partir dessa disrupção*: ao recordar todo o esforço que minha mãe empreendeu e seu êxito em manter nossa família, mesmo com toda dificuldade, fico a imaginar onde teríamos chegado, se ela tivesse tido a chance de agregar a todo o seu trabalho três elementos que considero fundamentais e que me motivaram a escrever este livro:

1.: Uma sólida formação acadêmica;
2.: Formação profissional e empreendedora, e;
3.: Uma boa rede de relacionamentos (Networking).

Certamente esses três componentes poderiam tê-la ajudado muito a ultrapassar os obstáculos que surgiram com o falecimento de meu pai. E muito provavelmente, se ela tivesse tido acesso a essas três potencialidades, talvez não estivesse – na data da morte de seu marido – numa situação de extrema vulnerabilidade profissional.

Esse é um alerta que deixo a você e peço que compartilhe com sua rede de relacionamentos:

A ÚNICA COISA PERMANENTE EM NOSSAS VIDAS É A MUDANÇA.

Você precisa perceber que a situação na qual se encontra hoje, por mais favorável que possa ser, pode ruir a qualquer momento.

E então o que fazer? O ideal é que você esteja – sempre – construindo um “plano E”, paralelamente à sua atual atividade profissional.

E o que é o “Plano E”?
Troquei o tradicional “Plano B” pelo novo “Plano E”, devido a dois motivos:

O “E” vai sempre te lembrar que você deve EMPREENDER.
Mesmo que você seja empregado e considere que está no melhor emprego do mundo, deve ter ciência que, de uma hora para outra, aquilo tudo pode sumir, exatamente como aconteceu com a minha família naquela tarde de domingo.

Então você deve considerar que sua atividade profissional atual é o seu “Plano A”. Essa provavelmente deve ser a sua zona de conforto. O que eu vou te ensinar, ao longo desse livro, é que você deve, de forma inegociável, procurar construir uma nova alternativa à sua atuação profissional vigente.

Vou dedicar um capítulo inteiro aos cuidados que você precisa ter ao iniciar uma estratégia de construção de nova atividade geradora de renda. Mas deixo aqui, de pronto, o seguinte alerta: inicie sua nova atividade de forma a utilizar – diariamente - o seu tempo livre para tal. Contudo, jamais comprometa sua performance na atividade profissional atual construindo sua nova atividade profissional. Lembre-se que o que você ganha atualmente paga suas contas!

Mais à frente falaremos mais sobre o tema.

O “E” do “Plano E” também vai lembrar você de que sempre que tentamos empreender, é normal que algo dê ERRADO com a primeira (Plano B), a segunda (Plano C), e a terceira (Plano D) tentativas. Assim, você vai estar mais preparado para continuar tentando até que dê certo, muito provavelmente na quarta tentativa, com o seu “Plano E”.

Isso vai lhe alertar também a não apostar no “tudo ou nada” e arriscar ficar sem recursos para eventuais ajustes que sejam necessários ou até mesmo ter que recomeçar tudo do zero.

O “E” também deve lembrar você que essas três palavras têm que vir sempre juntas:
“E”, de: Empreendedorismo;
“E”, de: Educação continuada; e
“E”, de: Escalabilidade

Por todo este livro abordarei esses três temas de forma direta ou transversal. E você vai identificar, ao término da leitura, que por toda a minha vida estudantil e profissional até agora, essas três características estiveram presentes como diretrizes essenciais de meu comportamento.

Por enquanto vou fazer algumas considerações acerca dessas três formas de agir. Sim, isso mesmo. Considero que o ideal é a internalização de tais termos como atitudes comportamentais. Assim você passará a ‘funcionar’ em uma frequência mais atenta, com uma observação acurada, voltada às oportunidades que passarão a ser visualizadas pelo simples fato de você estar com um mindset* voltado ao empreendedorismo.

As breves considerações que faço a seguir sobre essas três características de uma ‘personalidade empreendedora’ obviamente não esgotam – nem de longe – o assunto. Mas, a introdução ao tema é pertinente para ir ambientando o leitor na jornada que estamos prestes a trilhar.

“E”, de: Empreendedorismo. Sempre que a palavra é pronunciada, certamente vem à mente do interlocutor algo como as imagens de uma empresa; escritórios; reuniões e outras representações que certamente fazem parte do conceito, mas necessariamente não abarcam todo o seu significado.

É também natural que o termo esteja sempre associado a atividades realizadas no âmbito da iniciativa privada, em uma empresa na qual o ‘ator’ seja o proprietário. Esse pensamento também não alcança a integralidade de seu significado, já que há muito intraempreendedorismo* também entre servidores públicos. 

O empreendedorismo ou a atitude empreendedora então deve ser um componente de sua personalidade. Para tanto, você deve adotar uma postura proativa no sentido de observar mais e melhor as diversas iniciativas que o rodeiam, e se manifestam durante todo o seu dia, em forma de produtos e – principalmente – serviços que você mesmo consome. Sua inquietação e curiosidade deverão levar você a se perguntar sempre: ‘como esse produto ou serviço que eu acabo de consumir ou pesquisar poderiam ser mais bem entregues ao cliente?’.

Contudo, seu olhar somente estará mais aguçado se você adotar como essência de seu comportamento o segundo ‘traço de personalidade’, o qual abordamos a seguir:
“E”, de: Educação continuada. Outra necessidade quando abordamos a capacidade empreendedora é a manutenção de um mindset* focado na capacitação permanente, ao longo de toda a nossa vida profissional.

Já houve um tempo em que falávamos algo como: ‘... Fulano concluiu os estudos...’. Pois é... acontece que hoje não existe mais esse marco temporal na vida de quem quer se diferenciar e alcançar patamares mais elevados de empreendedorismo e escalabilidade em sua atividade profissional.

Para estarmos aptos a exercer – daqui para frente – nossas atividades profissionais em nichos relevantes de mercado, temos que nos desafiar diariamente a evoluir, aprendendo novas habilidades, trabalhando com novas ferramentas e mantendo a mente aberta à inovação.

A boa notícia é que hoje em dia a ideia de ‘Educação’ evoluiu bastante e não está mais vinculada – necessariamente – ao ambiente escolar, acadêmico. Neste livro, no capítulo 14, deixo 7 dicas de livros ou audiolivros e 7 dicas de filmes que considero verdadeiras pós-graduações em empreendedorismo.

A atitude contrária à manutenção de uma mentalidade de Educação Continuada se refletirá em obsolescência a curto prazo, a partir do exato momento em que o mercado perceber em você um profissional relapso consigo mesmo, que descuida de sua evolução profissional em um ambiente de evolução contínua.

Mas, se você decide aderir às duas atitudes acima - Empreendedorismo e Educação Continuada – fatalmente adotará uma outra que é incremental e o levará a um outro patamar de evolução: a Escalabilidade, tema que abordo no próximo item. 
“E” de: Escalabilidade. Ao longo do livro volto a abordar o tema, mas não me contenho por ora e passo aqui uma ideia preliminar sobre o assunto.

A escalabilidade tem a ver com a capacidade de um profissional ou um negócio alcançar ganhos de performance (que podem ser medidos em vendas, principalmente para os fins deste livro) sem que uma quantidade de energia proporcional ao ganho tenha que ser despendida.

Para deixar aqui um exemplo simples, vamos analisar a atividade de um professor, que ministra aulas 100% na modalidade presencial e é remunerado por “hora-aula”. Ou seja, quanto mais horas ele leciona, mais ganha. Acontece que a quantidade de horas úteis diárias é limitada, por óbvio.

Então, por mais eficiente que seja o nosso professor, sua atividade presencial tem escalabilidade limitada ao número de horas mensais que ele consegue trabalhar. É óbvio também que o alcance de sua atividade é restrito à sua área de atuação presencial. Ou seja, esse professor somente consegue alunos num raio de poucos quilômetros de sua base de atuação.

Além disso, se o professor presencial decide tirar férias, uma licença, ou se ficar doente, sua renda tenderá a zero, já que não está trabalhando e, consequentemente, gerando receita de hora-aula trabalhada.

Agora vamos imaginar que esse mesmo professor decida ministrar seus cursos pela internet, aceitando matrículas online. Se ele passar a ministrar aulas online ao vivo e aceitar matrículas de alunos que se inscrevem para acessar os seus cursos gravados, estará aí aplicando um fantástico ganho de escala à sua atividade.

Isso porque não apenas receberá matrículas 24 horas por dia (literalmente enriquecendo dormindo), como também lecionará para alunos que residem em diversos países que falam o português e até para brasileiros e estrangeiros que residem em países que tem outro idioma como língua oficial.

Observe que a internet proporciona ganhos em escala inimagináveis ao profissional que antes atuava 100% de forma presencial. Isso porque o serviço (aqui no caso, aulas online) estará disponível não apenas no tempo (24 horas por dia, 365 dias por ano), mas também no espaço (em todo o planeta terra).

Esse ganho de escalabilidade permitirá ao nosso professor que ele dedique uma boa parte de seu tempo ao seu aperfeiçoamento, estudando não só a matéria que leciona (essência), como também avaliando novas interfaces visuais (forma) para apresentar melhor o seu conhecimento aos seus alunos, de modo a entregar ainda mais qualidade aos estudantes de seus cursos.

Para finalizar, sugiro que antes de passar para o capítulo seguinte, releia atentamente pelo menos as explicações acerca do “Plano E” acima.

MENSAGEM DO CAPÍTULO: Não importa em que situação você se encontre agora. Você pode estar empregado, considerando que está em uma excelente posição. Pode estar comandando seu próprio negócio, considerando que está em uma ótima participação em seu mercado. Ou pode estar desempregado.

Em qualquer posição profissional que esteja, recomendo firmemente que considere a necessidade de prospectar um novo negócio, paralelamente à sua atual ação profissional, desde que (caso esteja atuando) não prejudique a performance de sua atividade corrente.

Lembre-se de que o que aconteceu com minha família é algo inesperado e – de certo modo – imprevisível. Atente que é muito provável que novas situações eventualmente impactarão negativamente sua atividade atual. Isso geralmente ocorre sem aviso. É bom que você tenha sempre um “Plano E” em construção ou já em vias de consolidação.

Uma outra dica é: mantenha-se permanentemente vigilante. Pesquise tendências de negócios em sua área de atuação e zonas relacionadas. Lembre-se que num ambiente em permanente evolução, os conceitos, necessidades e principalmente, formas de atuação, mudam com mais velocidade do que antes.

Se puder viajar para mercados (países) mais desenvolvidos, principalmente participando de missões de empreendedores, aproveite a oportunidade! Será – literalmente – como viajar ao futuro, assistindo a muito do que vai impactar o seu mercado nos próximos dois a cinco anos.
Se não dispuser de recursos para fazer essa ‘pesquisa de campo’, participe de treinamentos (presenciais ou online), principalmente com empreendedores mais experientes e conectados com o que acontece lá fora.

Se puder contratar um mentor, avalie essa decisão como algo importante em sua trajetória. Ter sessões semanais com profissionais que fazem esse tipo de atendimento personalizado é ganho certo, desde que você disponha dos recursos necessários para pagar um. Se não tiver, peça ajuda a um amigo mais experiente. Certamente você encontrará alguém disposto a te dar a mão nesse momento importante de sua carreira.

Aproveite também as oportunidades para participar de seminários em outras áreas de negócios, que não exclusivamente a sua. E frequente rodadas de networking*. Atente para as possibilidades de benchmarking*, onde você poderá adaptar boas sacadas de outros mercados e negócios em sua atividade profissional atual. Isso vai lhe ajudar a se diferenciar e se ‘descolar’ da atual concorrência. Essa pode ser uma das iniciativas para você criar a sua própria Estratégia de Oceano Azul1 para o seu negócio.

Essas são algumas das decisões que impactarão positivamente sua performance profissional, ajudando você a se aproximar – mais rápido e eficientemente – de seu alvo.

O certo é que o seu “Plano E” muito provavelmente se transformará – mais dia, menos dia – numa de suas principais atividades e você poderá até mesmo decidir por Pivotar* parcial ou totalmente para esse outro nicho.

DICAS DE CURSOS ONLINE:
Alguns cursos online podem ajudar você a construir seu próximo negócio:
Criando um novo negócio – Ideias, oportunidades e análise de mercado.

Comportamento do Consumidor e Marketing de Relacionamento.

E-commerce, Loja Virtual e Relacionamento online com Clientes.
 

REFERÊNCIAS:
1.: A Estratégia de Oceano Azul. Veja mais sobre este livro no capítulo 14.
*Termos marcados são explicados no capítulo 15 – Glossário Empreendedor.

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Prof. Dr. Juracy Soares
Esta é a 2ª versão do meu livro Enriqueça Dormindo. Decidi quebrar uma tarefa grande (escrever ou revisar um livro) em várias tarefas pequenas, publicando um artigo (capítulo) por semana. Sou professor fundador da Unieducar, fundador e Editor Chefe da Revista Científica Semana Acadêmica. Sou graduado em Direito e Contábeis; Especialista em Auditoria, Mestre em Controladoria e Doutor em Direito; Possuo Certificação em Docência do Ensino Superior; Sou pesquisador em EaD/E-Learning. Autor desse livro que compartilho em forma de artigos, gratuitamente na Internet.

Nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados no espaço “opinião” não refletem necessariamente nosso pensamento, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.