Reajuste do Adicional de Qualificação no Judiciário: o que muda para os servidores com a Lei nº 15.292/2025

Juracy Braga Soares Junior
Publicado em: sex, 26/12/2025 - 18:35

O reajuste do adicional de qualificação dos servidores do Poder Judiciário da União passou a ocupar o centro do debate sobre valorização profissional no serviço público federal com a edição da Lei nº 15.292, de 19 de dezembro de 2025. A norma não apenas atualiza os critérios de cálculo do Adicional de Qualificação (AQ), como também reafirma uma diretriz estratégica do Estado brasileiro: investir em capacitação contínua como instrumento de eficiência, segurança jurídica e fortalecimento institucional. Em um contexto de transformação digital, aumento da complexidade processual e maior cobrança por resultados, o reajuste do AQ representa um avanço concreto na política de gestão de pessoas do Judiciário.

O QUE É O ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO E POR QUE ELE FOI REAJUSTADO
O Adicional de Qualificação (AQ) é uma vantagem remuneratória concedida aos servidores do Judiciário da União em razão da obtenção de conhecimentos adicionais, comprovados por cursos de capacitação, graduações, pós-graduações, títulos acadêmicos e certificações profissionais. Sua finalidade vai além do aspecto financeiro: trata-se de um mecanismo de incentivo à formação permanente, alinhando desenvolvimento individual e interesse público.

O reajuste promovido pela Lei nº 15.292/2025 decorre da necessidade de atualizar os parâmetros legais à realidade atual do serviço público, marcada pela exigência de competências técnicas mais sofisticadas, domínio de novas tecnologias e atuação orientada por princípios como eficiência, segurança jurídica e responsabilidade decisória.

COMO FUNCIONA O NOVO CÁLCULO DO ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO
Um dos pontos centrais da nova lei é a redefinição da forma de cálculo do AQ. O adicional passa a ser calculado com base em múltiplos do Valor de Referência (VR), previsto em anexo específico da legislação, o que confere maior transparência, previsibilidade e padronização ao benefício.

Entre os principais critérios, destacam-se:

  • Valores diferenciados para títulos de doutorado, mestrado e especialização;
  • Possibilidade de reconhecimento de Programas de Capacitação, desde que cumprida a carga horária mínima exigida;
  • Inclusão expressa de certificações profissionais, cada vez mais relevantes para áreas técnicas e estratégicas;
  • Limites objetivos de acumulação, evitando distorções e insegurança jurídica.

Esse modelo reforça a lógica de que o reajuste do AQ não é linear ou automático, mas diretamente vinculado ao investimento do servidor em sua formação profissional.

REAJUSTE, VALORIZAÇÃO E IMPACTO NA CARREIRA DO SERVIDOR
O reajuste do adicional de qualificação deve ser compreendido como parte de uma política mais ampla de valorização do capital intelectual no Judiciário. Ao reconhecer formalmente diferentes trajetórias de formação, a legislação incentiva o servidor a planejar sua carreira de forma estratégica, escolhendo cursos e capacitações alinhados às necessidades institucionais.

Na prática, isso significa:

  • Incremento remuneratório proporcional à qualificação obtida;
  • Possibilidade de incorporação do adicional aos proventos de aposentadoria, desde que atendidos os requisitos legais;
  • Fortalecimento do currículo funcional;
  • Maior preparo técnico para o exercício das atribuições do cargo.

O reajuste do AQ, portanto, não é apenas uma atualização financeira, mas um sinal claro de que o conhecimento aplicado passou a ser um critério estruturante de reconhecimento no Judiciário.

CAPACITAÇÃO COMO REQUISITO ESTRATÉGICO NO JUDICIÁRIO CONTEMPORÂNEO
O Poder Judiciário enfrenta desafios crescentes: aumento da litigiosidade, digitalização dos processos, uso de inteligência artificial, necessidade de decisões mais fundamentadas e alinhadas à jurisprudência dos tribunais superiores. Nesse cenário, servidores qualificados são peças-chave para garantir a efetividade da prestação jurisdicional.

A Lei nº 15.292/2025 dialoga diretamente com essa realidade ao valorizar:

O reajuste do adicional de qualificação, nesse sentido, funciona como instrumento de indução de boas práticas formativas, estimulando a busca por cursos relevantes e de qualidade.

QUAIS CURSOS E CAPACITAÇÕES PASSAM A TER MAIOR RELEVÂNCIA
Com a nova legislação, ganham destaque cursos que apresentem:

  • carga horária adequada;
  • conteúdos alinhados às áreas de interesse do Judiciário;
  • foco prático e aplicabilidade institucional;
  • certificação clara e reconhecida.

Isso inclui tanto cursos acadêmicos quanto cursos livres e ações de capacitação, desde que atendam aos critérios legais e regulamentares. O servidor passa a ter mais autonomia para construir uma trilha formativa coerente com seus objetivos profissionais e com as demandas do órgão em que atua.

O PAPEL DA UNIEDUCAR DIANTE DO REAJUSTE DO AQ
Diante desse novo cenário, a Unieducar se consolida como uma aliada estratégica dos servidores públicos que desejam aproveitar, de forma consciente e planejada, as oportunidades trazidas pelo reajuste do adicional de qualificação. A instituição oferece cursos online voltados à capacitação, atualização e desenvolvimento profissional, com foco na realidade do serviço público e nas exigências legais vigentes.

Para servidores interessados em programas de capacitação, a Unieducar disponibiliza formações que atendem aos critérios normativos, permitindo conciliar desenvolvimento profissional, reconhecimento institucional e progressão na carreira.

Programas de capacitação para Servidores do Judiciário Federal
 

REAJUSTE DO AQ E PLANEJAMENTO DE CARREIRA NO SERVIÇO PÚBLICO
O reajuste do adicional de qualificação reforça a importância do planejamento de carreira no serviço público. Mais do que acumular certificados, torna-se essencial escolher formações que agreguem valor real à atuação profissional e estejam alinhadas às estratégias do Judiciário.

Servidores que adotam essa postura tendem a:

  • maximizar os benefícios financeiros previstos em lei;
  • ampliar sua relevância institucional;
  • preparar-se melhor para funções de maior complexidade;
  • manter-se atualizados em um ambiente normativo em constante evolução.

CONCLUSÃO: QUALIFICAÇÃO CONTÍNUA COMO RESPOSTA AO REAJUSTE DO AQ
A Lei nº 15.292/2025 representa um marco no reajuste do adicional de qualificação dos servidores do Poder Judiciário da União, consolidando a capacitação como eixo central da valorização profissional. Em vez de um simples aumento remuneratório, o novo modelo reforça a ideia de que o desenvolvimento contínuo é o verdadeiro motor da progressão funcional e da eficiência pública.

Nesse contexto, investir em cursos de qualidade deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma estratégia de carreira. A Unieducar, com sua atuação focada na formação profissional e na capacitação para o serviço público, oferece caminhos concretos para que o servidor transforme o reajuste legal em crescimento real, sustentável e alinhado às exigências do Judiciário contemporâneo.

Nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados no espaço “opinião” não refletem necessariamente nosso pensamento, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.